Será que eu preciso de medicamentos psiquiátricos?

Será que eu preciso de medicamentos psiquiátricos?

Principalmente na área da psiquiatria, as pessoas se perguntam muitas vezes se devem ou não tomar medicamentos. Os medicamentos psiquiátricos podem ser tomados por todo o tipo de pessoa, mas alguns grupos precisam de cuidados especiais: Crianças e adolescentes, idosos, gestantes. Além disso, os efeitos colaterais desses psicofármacos podem causar danos irreversíveis para a saúde de quem os usa.

O Massacre da Tarja Preta é um capítulo do livro do Dr. José Elias Aiex Neto, psiquiatra e presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria entre 1985 a 1987. Foi também Secretário Municipal da Saúde em 1997 e Secretário Municipal Antidrogas em Foz do Iguaçu. Dr. José Elias menciona em seu livro que na década de 90, o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (NIMH), observou se haviam benefícios em longo prazo na droga RITALINA para tratar o TDAH em crianças. A conclusão do NINH foi assustadora. Após três anos de uso, a Ritalina é um causador de deterioração. Alguns pacientes têm seu crescimento prejudicado e os sintomas de TDAH piorado.

medicamentos psiquiátricos

A Ritalina é somente um entre dezenas de milhares de medicamentos psiquiátricos oferecidos às pessoas como promessa de felicidade, disponível a qualquer público, vendidos como se fossem produtos de supermercados. A indústria farmacêutica promove estratégias de marketing para vender suas drogas tornando os mercados de medicamentos cada vez maiores. Problemas corriqueiros foram definidos por essas indústrias como doenças graves. Coriza passou a ser rinite alérgica, tensão pré-menstrual tornou-se distúrbio psiquiátrico, e crianças hiperativas adquiriram TDAH. Essas mesmas indústrias farmacêuticas adotaram estratégias de vendas por meio de um marketing desumano, promovendo tristeza e ansiedade sobre imperfeições normais do ser humano, como o medo do envelhecimento, da solidão, da doença; usando-as como armas psicológicas, visando até a sua última pílula. Essa estratégia de negócios imoral desconsidera o fato de que, ao contrário de um frasco de perfume ou um hidratante vendido nas farmácias, medicamentos psiquiátricos trazem riscos muitas vezes catastróficos.

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O fato de que os psicofármacos podem causar em muitos pacientes efeitos colaterais pesadíssimos, nos leva a um questionamento se o seu uso é realmente necessário ou se deveriam ser usados somente quando estritamente necessário. O que está claro nos dias de hoje é que os medicamentos psiquiátricos são a primeira alternativa nos tratamento das desordens mentais, enquanto a psicoterapia é deixada como segunda opção. O que não é dito pelos médicos envolvidos no lobby das indústrias farmacêuticas e por suas recompensas, é que esses remédios não curam a causa das doenças, apenas amenizam os sintomas, sob o preço de desencadear muitos outros. Nunca uma droga psiquiátrica conseguiu curar ninguém de depressão, bipolaridade, ou seja, qual for o diagnóstico. O fato é que a indústria farmacêutica é aliada da psiquiatria. Os médicos se tornaram a mão amiga da indústria farmacológica, e agora nos deparamos com a triste realidade: os medicamentos psiquiátricos, frequentemente, deixam o sujeito em um estado pior à patologia: encapsulados, desprovidos de emoções, constantemente dependentes da medicação, e nos piores casos, com graves doenças físicas e mentais.

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As pessoas foram educadas para buscar a “cura rápida”, por meio de pílulas, que apenas se diferenciam dos venenos pela quantidade. Os antidepressivos considerados como pílulas da felicidade, por exemplo, podem causar tontura, irritabilidade, insônia, ataques de pânico, alucinação, psicose e até o suicídio. Os antipsicóticos podem causar crises de ansiedade, diabetes, parada cardíaca, depressão e agressividade. Já os estabilizadores de humor podem ocasionar anemia, ganho de peso, ideação suicida, agressividade, depressão e paranoia.

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Diante disso, vale a pergunta: “Será que eu preciso de medicamentos psiquiátricos”? “Até que ponto eles estão realmente aliviando o meu sofrimento”? “Estou ciente de todos os males que eles podem me causar”?  “O risco vale à pena, ou devo buscar melhores e novas formas de tratamento”?